A retirada dos crucifixos e o Estado laico
Blog do Mário Toledo
O blog trata de temas diversos. Política, filosofia, religião, ciência, música, cinema ou qualquer outro assunto (relevante ou não). Visa fomentar o debate, a discussão civilizada, objetivando esclarecer, instruir, informar, aprimorar os conhecimentos de todos aqueles que se disponham a dar sua contribuição pessoal nesse embate de idéias e pontos de vista. O objetivo, claro, é aproximarmo-nos da verdade. É...eu ainda acredito na verdade!
sábado, 7 de abril de 2012
A retirada dos crucifixos e o estado laico
A retirada dos crucifixos e o Estado laico
quarta-feira, 14 de março de 2012
O Ateísmo militante, a tolerância e os crucifixos.
A mensagem acima foi enviada pelo economista e blogueiro Rodrigo Constantino ao blog do Reinaldo Azevedo, tratando do óbvio: a tradição judaico-cristã é indissociável da cultura ocidental. Portanto, não há que se estranhar a presença de símbolos cristãos em locais públicos, bem como em uma organização como a Cruz Vermelha, fundada por um calvinista suíço. Mas se implicam com uma cruz num tribunal ou numa escola, porque tolera-la numa instituição que goza da proteção da comunidade internacional? Acaso o mundo é cristão? Não haverá ateus, umbandistas, budistas, animistas e agnósticos que se sentirão ofendidos e oprimidos pelo símbolo cristão.Acho que alegar que um crucifixo ofende a ateus e crentes de outras religiões não corresponde aos fatos. Foi um judeu que fez a defesa da permanência dos crucifixos na Corte Européia de Direitos Humanos, revertendo uma decisão judicial unânime, que a princípio tinha determinado o banimento dos crucifixos - quem entrou com a ação? um ateu militante. O placar dos juízes foi revertido de 17 x 0 para 15 x 2, favorável à permanência da cruz.
Agora uma ONG está querendo banir Dante Alighieri das escolas italianas, pois o consideram "islamofóbico", dentre outras coisas. O grande problema é não reconhecer que a motivação desses movimentos anti-crucifixos é o combate à cultura ocidental. A estratégia materialista histórica, a guerra cultura quel está perfeitamente descrita na obra de Antonio Gramsci: a revolução cultura tem de se instalar nas escolas, tribunais, igrejas, jornais a fim de esvaziar essas instituições de seu sentido, pondo no lugar a mitologia marxista. Teoria da conspiração? E só ler Gramsci e observar o modus operandi das esquerdas mundo afora e no Brasil. Tudo aparelham, tudo instrumentalizam. Não existe cultura ateística ou científica. Como bem falou Konrad Lorenz, uma vez destruída uma tradição, o que têm para pôr no lugar? Na lógica do materialismo dialético, o que vai surgir não importa, pois será sempre melhor do que o que se tem. Do caos, virá o novo, e o novo sempre será bom. Em que se baseiam para acreditar nisso? Nos dogmas do marxismo e na crença no processo dialético. Como se pode ver, ninguém vive sem religião, nem que seja uma religião secular. Ninguém vive sem uma cultura, base para o soerguimento de valores e concepções, nem que seja a cultura baseada na mitologia marxista. A hostilidade em relação ao ocidente é autodestrutiva. Coisas do processo dialético, dirão os materialistas históricos. Não apenas normal, mas desejável e fundamental para a inauguração de um novo tempo, de uma nova cultura, de um novo homem. A consequência, como sempre, será o velho totalitarismo.
Os profetas do mundo novo logo começarão a mudar os nomes dos meses, instituirão um novo calendário, uma nova "cultura", tudo em nome da "deusa razão". É a mesma velha história, a mesma novela do século XVIII se repetindo, pelos mesmos motivos: vontade de poder, pretensão, delírio.
Começam a tentar matar a tradição e a velha herança mudando o calendário, os nomes dos meses. Depois estão a cortar cabeças em nome da tolerância (sobre esse magnífico capítulo da história da "razão", pouco se fala).
Voltaire, de um tempo um pouquinho anterior à "revolução da razão", dizem, gostava de gritar: "Esmagai a infame!", referindo-se à Igreja Católica. Mas estava longe de ser um ateu. Um dos livros que escreveu chama-se O Ateu e o Sábio. São 3 os personagens principais: um frade católico, pintado como supersticioso e intolerante, um ateu que mergulha numa vida desregrada e amoral, e um pastor anglicano (o sábio da história). Eu daria meu braço direito para ver Voltaire a discorrer sobre essa cisão entre fé e razão estabelecida pelos ateus militantes no século XXI.
terça-feira, 6 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Condenação
Ontem eu publiquei no Face um questionamento: Como diabos um canalha bajulador como Paulo Henrique Amorim consegue ter leitores e ser levado a sério? Parte da resposta é que ele fala o que a militância gosta de ouvir, mente conforme o gosto da clientela lulista (O mesmo se pode dizer de Luís Nassif).
Na ótica da militância esquerdista e daqueles que foram seduzidos por sua retórica sem fundamento, verdade e coerência são palavras e nada mais do que isso, só palavras. O que existe, na ótica esquerdista radical é apenas a luta política, o embate pelo poder e nada mais.
Não que não seja possível ser de esquerda fundamentado em argumentos e concepções sobre economia, justiça, política, etc. Porém, a esquerda antidemocrática petista não se fundamenta em tais coisas. A esse tipo de esquerda só interessa a luta política e a revolução,consequência de seu DNA marxista.
No ponto de vista totalitário dessa gente é normal arregimentar jornalistas, pagar blogueiros, contratar vigaristas para fabricar falsos dossiês. A calúnia e a mentira são armas corriqueiras. Eles tem a luta contra a imprensa livre como uma de suas estratégias fundamentais.
Jornais, revistas e jornalistas podem manifestar apoio político a determinado candidato. Jornais, revistas e jornalistas podem ter ideologia. O que jornais, revistas, blogueiros e jornalistas não podem fazer é mentir, caluniar, distorcer, falsificar só para ajudar os partidos ou candidatos com os quais simpatizam. Uma coisa é ter ideologia e fundamenta-la com argumentos. Outra é atacar de forma gratuita e leviana um adversário ideológico mentindo e distorcendo a realidade. Mas isso que parece o normal para qualquer pessoa de bom senso não o é para a militância, a quem a verdade não interessa, só o poder e a luta política.
Uma consequência dessa infame condição é medir os outros a partir de si mesmos. A militância acredita, com base em sua experiência própria, que o "outro lado", os adversários, procedem da mesma forma. Dizendo claramente: a verdade não importa para nenhum dos lados, o que importa é a disputa pelo poder. Só que as coisas não são assim. Existem milhões de não militantes a quem a luta política partidária não interessa. A esses interessa saber da verdade e conhecer os fatos. E há não-militantes, dentre os quais alguns jornalistas, que têm convicções ideológicas como qualquer ser humano pensante. Eles a defendem baseado em argumentos, provas, acontecimentos, fatos históricos, experiência de vida, ou seja lá o que for. Esse apego e apreço às suas convicções um militante a soldo de internet jamais entenderá. Ele descobrirá um blog ou artigo que critica o governo e já imaginará: "golpista a serviço do reacionarismo" ou "ah, mais um membro do PIG (partido da imprensa golpista)".
Um jornalista militante mede os outros por si mesmo. Acha que todos são vendidos, cooptáveis, cínicos tais como ele é. É assim que ele vê o mundo, onde só o que importa é a luta pelo poder e a propaganda pró-governo. A verdade e a decência que vão para o inferno.
O jornalismo governista se esforça para criar uma realidade onde os partidários do governo são tidos como indivíduos puros lutando contra reacionários golpistas de direita desumanos, vis e infames. Quem falar mal de Lula é porque faz parte das "forças do atraso que mandam no Brasil há 500 anos" (com quem estão José Sarney, Jader Barbalho e Fernando Collor mesmo?). E foi por querer reforçar essa mentira que o vil, o canalha do Paulo Henrique Amorim se deu mal. Acabou de ser condenado na justiça por racismo num processo movido pelo jornalista Heraldo Pereira da Rede Globo. É que Amorim carregou demais nas tintas na construção da sua realidade ficcional a ser vendida como um produto para a militância insana. No mundo da militância, no reino das trevas onde vivem os vermes e bagres comedores de esgoto, o mundo pode ser resumido da seguinte forma: Lula e o PT são os redentores do Brasil. Aqueles que se opõem a Lula e o PT são golpistas reacionários. Existe uma vasta quantidade de veículos de comunicação tais como jornais, redes de tv, rádio e sites a serviço do golpismo anti governo-redentor. Assim, todo aquele jornalista que fale ou aja de uma forma que prejudique a imaculada imagem de são Lula de Garanhuns é um empregadinho vagabundo das forças do atraso (paralelamente, Paulo Henrique seria apenas um empregadinho das forças progressistas, ou seja, um funcionário do "Bem").
Como é de praxe, Paulo Henrique Amorim reforçou essa falsa realidade quando se referiu ao jornalista Heraldo Pereira numa postagem de seu blog: Pereira é um só um "negro de alma branca" a serviço do senhor de engenho e coronel Gilmar Mendes do STF, foi o que quis passar no artigo (Também, só pudera, olha só, o Heraldo trabalha na Globo! E se trabalha lá só pode ser um "negro de alma branca", não é mesmo?).
Na ótica da militância, tá tudo certo. Paulo Henrique está com a razão. Só que parece que ainda há juízes no Brasil. E Paulo Henrique foi condenado. Achei a pena branda, mas espero que os juízes e a justiça estejam atentos a vagabundos do quilate de Amorim e que os processos se acumulem até deixar esses amigos do rei, mestres da covardia, só de cuecas. (a propósito, PHA perdeu um processo que movia contra Diogo Mainardi).
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5628505-EI306,00-Jornalista+tera+que+se+retratar+por+declaracao+considerada+racista.html
A falácia dos mutirões e campanhas
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Álbum da infâmia: boçalidade
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Farsas futebolísticas
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Álbum da infâmia: Viva Rio premia traficante de armas.




